Resumo do capítulo
Ao voltar, Julien Sorel nota que desde a antevéspera não pensara uma vez na Madame de Rênal; ela, que passou a ausência em suplícios e adoeceu, ouve o relato da viagem com extrema perturbação e aparece de meias rendadas, sapatinhos de Paris e vestido novo, o que a sra. Derville lê como sinal de que a amiga está amando. Quando ela, com voz trêmula, pergunta se ele vai deixar os alunos por outra colocação, Julien responde que talvez seja necessário e, ao dizer "tão bem-nascidos", sente que aos olhos dela não é bem-nascido. À noite, no jardim, depois de largar distraído a mão dela e vê-la retomá-la, ele decide por vaidade e por dever ser seu amante, e à meia-noite lhe diz que precisa partir porque a ama com paixão; ela resolve que Julien será apenas um amigo.
Análise
Cap. XIII. O narrador sobre o que isolava Julien do mundo: Sua vida solitária, feita de imaginação e desconfiança, afastara-o de tudo o que podia esclarecê-lo.
Cap. XIII. Julien desconfiando da sra. de Rênal: Sabe Deus quantos amantes já não teve! Talvez só se decida a meu favor por causa da facilidade dos encontros.
Para discutir De volta, Julien percebe que desde a antevéspera não pensou uma única vez na sra. de Rênal, enquanto ela, que passou a ausência em suplícios, aparece de meias rendadas e sapatinhos de Paris. O que cada um revela de si por esses gestos, e por que o capítulo acentua essa diferença entre os dois?
Para discutir Julien desconfia da sra. de Rênal ("Sabe Deus quantos amantes já não teve!") e, ao dizer "tão bem-nascidos", sente que aos olhos dela não é bem-nascido. De que modo a classe contamina, em Julien, a leitura que ele faz dos sentimentos dos outros?