Resumo do capítulo
Preso na própria igreja, Julien Sorel é levado à prisão e dorme; a Madame de Rênal, cuja primeira bala atravessou o chapéu e a segunda quebrou o ombro, sobrevive, e manda a criada Elisa subornar o carcereiro para que ele trate Julien com humanidade. Ao juiz, Julien declara a premeditação e diz merecer a morte; depois escreve a Mathilde de La Mole uma carta de despedida em que lhe proíbe responder e a manda casar-se com Croisenois um ano após sua morte. Só quando o carcereiro Noiroud lhe conta que a sra. de Rênal não morreu, Julien cai de joelhos, chorando, e começa a se arrepender. Transferido à noite para Besançon, é alojado no alto de um torreão gótico, onde, sem ambição, pensa na sra. de Rênal e descarta por ora o suicídio, porque Napoleão viveu.
Análise
Julien trata o próprio processo como formalidade que ele se apressa em encerrar: confessa a premeditação, cita o artigo do código e deixa o juiz tão espantado que ele tenta multiplicar as perguntas para pegá-lo em contradição.
comprei e mandei carregar as pistolas na loja de fulano, o armeiro. O artigo 1342 do código penal é claro, eu mereço a morte e a estou esperando.
O narrador marca o instante exato em que o arrependimento nasce: depois da carta de despedida a Mathilde, quando o carcereiro lhe diz que a sra. de Rênal está viva.
Só então Julien começou a se arrepender do crime cometido.
Para discutir Ao juiz, Julien declara a premeditação, cita o artigo do código e diz merecer a morte, e só começa a se arrepender quando sabe que a sra. de Rênal está viva. O que a ordem desses movimentos diz sobre o que ele entende por culpa?
Para discutir Antes de saber que a sra. de Rênal sobreviveu, Julien escreve a Mathilde uma carta de despedida em que a manda casar-se com Croisenois um ano depois de sua morte. Que tipo de gesto é esse, generoso, vaidoso ou frio?