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O Vermelho e o Negro · Livro I · Capítulo 24

Uma capital

Resumo do capítulo

Com roupas civis, Julien Sorel chega a Besançon e, antes de se fechar no seminário (ver O seminário de Besançon), percorre as muralhas e a fortaleza, sonhando com a farda de subtenente. No grande café do bulevar a moça do balcão, Amanda Binet, o acolhe, marca com ele um desjejum para o dia seguinte e lhe ensina a se dizer primo da mãe dela, de Genlis; Julien lhe recita a Nova Heloísa de cor, mas quase se bate com um dos amantes dela, que Amanda apresenta como cunhado. Ele guarda o traje civil na estalagem da hoteleira dos Embaixadores e se dirige ao seminário.

Análise

A primeira imagem de Besançon já traz a fantasia militar, o vermelho do título, contra o hábito que o espera: Quanta diferença para mim, disse suspirando, se chegasse a essa nobre cidade para ser subtenente num dos regimentos encarregados de defendê-la!

A passagem por Besançon é curta e funciona como último respiro de mundo antes do seminário: Julien se apaixona de leve por Amanda, cita de improviso a Nova Heloísa para seduzi-la e quase se mete num duelo por orgulho. A cena serve de contraste calculado: dali a poucas páginas, todo movimento de Julien passa a ser calculado.

Sem padrinhos e sem dinheiro, o seminário já lhe parece uma cela: Para um pobre-diabo como eu, pensou Julien, sem padrinhos e sem dinheiro, não deve haver muita diferença entre o seminário e a prisão

Para discutir Julien chega a Besançon à paisana e, diante das muralhas, sonha com a farda de subtenente. Por que ele ainda vê o mundo pela farda quando está prestes a entrar para a batina?

Para discutir Em Besançon, Julien recita a Nova Heloísa de cor para seduzir Amanda, quase se bate com um dos amantes dela e logo pensa que entre o seminário e a prisão "não deve haver muita diferença". Que mundo ele sente que deixa para trás, e o que ele teme encontrar?