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O Vermelho e o Negro · Livro II · Capítulo 20

O vaso japonês

Resumo do capítulo

À noite, Mathilde de La Mole recompõe a roda de Croisenois, Luz e Caylus em torno do canapé azul e evita o jardim, que lhe lembra Julien Sorel, a quem ninguém dirige a palavra no salão. Uma manhã, às sete, ela entra na biblioteca depois de saber que ele queria lhe falar e declara que não o ama mais, humilhando-o com um desprezo calculado enquanto ele tenta em vão se justificar.

No dia seguinte, ao apanhar para a sra. de La Mole uma brochura rara, Julien derruba um velho vaso de porcelana azul, antiguidade japonesa de família, e, diante de Mathilde, o lê como imagem do próprio amor.

Análise

Julien a Mathilde, diante do vaso quebrado: está destruído para sempre, assim como o sentimento que um dia imperou em meu coração; peço-lhe que aceite minhas desculpas por todas as loucuras que ele me levou a fazer

A sra. de La Mole comenta que o sr. Sorel parece orgulhoso e satisfeito com o estrago, e Mathilde reconhece nisso o sentimento que o anima, o que põe fim à alegria que a cena da biblioteca lhe dera. Julien, em vez de esfriar, vê o amor crescer, e vinte e quatro horas depois do vaso é um dos homens mais infelizes que existem.

Para discutir Diante do vaso quebrado, Julien diz a Mathilde que ele "está destruído para sempre, assim como o sentimento que um dia imperou em meu coração". Ele fala a verdade, mente, ou usa a mentira para dizer a verdade?

Para discutir A sra. de La Mole comenta que Julien parece orgulhoso e satisfeito com o estrago, e Mathilde reconhece nisso o sentimento que o anima. Por que o orgulho dele, e não o sofrimento, é o sinal que ela sabe ler?