O Vermelho e o Negro
Personagens
Julien Sorel
Filho de carpinteiro em Verrières, memória prodigiosa, latinista de cor e leitor clandestino de Napoleão. É o protagonista, e o romance existe para acompanhar o cálculo dele por dentro, sem absolver e sem condenar.
Madame de Rênal
Mulher do prefeito de Verrières, mãe de três filhos, devota e sem nenhum treino de sociedade. Recebe em casa Julien, que o marido contrata como preceptor dos filhos, e é o primeiro amor dele, o mais verdadeiro dos dois, e o que decide o fim do livro.
Mathilde de La Mole
Filha do Marquês de La Mole, jovem, riquíssima, entediada e leitora. É o segundo amor de Julien, e o oposto exato do primeiro: onde a senhora de Rênal ama sem saber, ela decide amar.
Monsieur de Rênal
Prefeito de Verrières, dono da fábrica de pregos, que fez fortuna com o comércio de ferro, e marido de Madame de Rênal. A nota do capítulo 2 do Livro I mede a grandeza dele em muros construídos e plátanos podados duas vezes por ano, dentro da régua que o...
Marquês de La Mole
Fidalgo de Paris, pai de Mathilde de La Mole e de Norbert, em cuja mansão Julien Sorel vive no Livro II como secretário. O ancestral que dá nome à família é Boniface de La Mole, decapitado em 1574 (ver A cabeça cortada).
Abade Chélan
Cura de Verrières, com oitenta anos no começo do livro, ameaçado de destituição por ter recebido na prisão um inspetor liberal. A nota do capítulo 3 do Livro I o descreve como a única figura da cidade que não mede as coisas em dinheiro, e diz que é por isso...
Abade Pirard
Abade do seminário (ver O seminário de Besançon) de Besançon que recebe, examina e protege Julien Sorel, e que depois passa a Paris a serviço do Marquês de La Mole. A nota do capítulo 29 do Livro I o descreve como quem trata Julien sem cálculo, apesar da...
Abade de Frilair
Vigário-geral de Besançon, homem da congregação, que sonha com o bispado. A nota do capítulo 5 do Livro I diz que a rede clerical ultrarrealista nomeada de passagem em Verrières vai encarnar de corpo inteiro nele.
Valenod
Diretor do asilo de mendicidade de Verrières e rival do Monsieur de Rênal nos símbolos de status da cidade. No fim do livro é barão, nomeado governador, e preside a leitura do veredito que condena Julien Sorel.
Sorel pai
Pai de Julien Sorel, camponês da serraria onde o filho aparece pela primeira vez, que a nota do capítulo 4 do Livro I descreve como rude e calculista. no guia, Julien é sempre o filho de carpinteiro.