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O Vermelho e o Negro · Livro II

Capítulo 43

Resumo do capítulo

Uma hora depois, Julien Sorel acorda com lágrimas escorrendo por sua mão e julga que é Mathilde de La Mole de novo, mas é a Madame de Rênal, que vem suplicar que ele apele; ele se atira a seus pés, os dois se perdoam e Julien condiciona a apelação ao juramento de que ela não atentará contra a própria vida. No reencontro contam um ao outro o que cada um ignorava, e a carta ao Marquês de La Mole se esclarece: foi escrita pelo jovem padre conselheiro espiritual dela e depois copiada por ela. Ao cabo de três dias, o Monsieur de Rênal manda a carruagem e ordena que a mulher volte a Verrières. Um padre intrigante e malsucedido entre os jesuítas de Besançon se instala na rua, à porta da prisão, reza ladainhas ajoelhado na lama diante de uma multidão que lhe responde, e Julien, humilhado com a ideia de que o nome dele está sendo repetido, recebe-o. No quarto de hora seguinte, sente medo da morte pela primeira vez e se livra do padre pedindo-lhe uma missa de quarenta francos.

Análise

No reencontro, os dois contam um ao outro o que cada um ignorava, e a autoria da carta ao marquês se esclarece:

A carta para o sr. de La Mole tinha sido escrita pelo jovem padre que era conselheiro espiritual da sra. de Rênal e, depois, fora copiada por ela.

No reencontro, pela primeira vez desde o início do romance, Julien já não calcula nada: é a inversão final do livro, a única coisa verdadeira que ele teve, depois de uma vida inteira de cálculo social e hipocrisia necessária, só aparece quando já não há mais futuro a construir com ela.

Não poderíamos passar dois meses juntos de uma maneira deliciosa? Dois meses são muitos dias. Nunca terei sido tão feliz.

Diante do padre que faz da porta da prisão um palco, Julien exclama contra a província inteira, e sua raiva mostra o quanto o escândalo público, o olho dos outros, ainda pesa nele.

Ó minha pátria! Como ainda és bárbara!

Para discutir Diante do padre intrigante que reza de joelhos na lama à porta da prisão, Julien exclama: "Ó minha pátria! Como ainda és bárbara!". O que a raiva dele mostra sobre quanto o olhar dos outros ainda pesa em quem está prestes a morrer?

Para discutir Julien condiciona a apelação ao juramento de que a sra. de Rênal não atentará contra a própria vida. Por que ele faz esse pedido, e o que ele revela do que sabe dela e de si mesmo?