Membro do Clube dos Jacobinos, fundado em 1789 e dominado por Robespierre na fase mais radical da Revolução, a do Terror. O clube foi fechado em novembro de 1794. Depois da Revolução, os conservadores passaram a usar a palavra como xingamento contra qualquer político que lhes parecesse revolucionário.
Onde aparece
- Livro I, capítulo 18: Um rei em Verrières
- Livro II, capítulo 1: Os prazeres do campo
- Livro II, capítulo 9: O baile
Citações
Houve um Te Deum, nuvens de incenso, infinitas descargas de mosquetes e de artilharia; os camponeses estavam ébrios de felicidade e devoção. Um dia assim desfaz a obra de cem números de jornais jacobinos.
Livro I, capítulo 18: Um rei em Verrières, o narrador
Não há cem mil escudos de renda nem condecoração que possa lutar contra essa norma de salão. Uma ideia viva, mínima que fosse, parecia uma grosseria.
Livro II, capítulo 4: A mansão de La Mole, o narrador
Esses senhores, ainda que muito nobres, pensou Julien, não são enfadonhos como as pessoas que vão jantar na mansão do sr. de La Mole; e percebo por quê, [...] Eles se permitem ser indecentes.
Livro II, capítulo 6: Modo de pronunciar, Julien Sorel (em pensamento)
O senhor e eu, nesse jantar, seremos os únicos sem mancha de sangue, mas eu serei desprezado e quase odiado como um monstro sanguinário e jacobino, e o senhor, desprezado simplesmente como homem do povo, um intruso na boa sociedade.