Tradução do francês maire, a autoridade que preside a administração de uma comuna, seja cidade ou vilarejo. Na época do romance, a Restauração tinha prefeitos e conselheiros municipais nomeados, e não eleitos pelos moradores. Hoje o maire é escolhido pelo conselho municipal, mas na França de Carlos X o cargo dependia de nomeação.
Onde aparece
- Livro I, capítulo 1: Uma cidadezinha
- Livro I, capítulo 3: Um cura
- Livro I, capítulo 5: Uma negociação
- Livro I, capítulo 6: O tédio
- Livro I, capítulo 7: As afinidades eletivas
- Livro I, capítulo 17: O primeiro-adjunto
- Livro I, capítulo 18: Um rei em Verrières
- Livro I, capítulo 21: Diálogo com um mestre
- Livro I, capítulo 22: Maneiras de agir em 1830
- Livro I, capítulo 23: Dissabores de um funcionário
- Livro I, capítulo 30: Um ambicioso
- Livro II, capítulo 7: Uma crise de gota
- Livro II, capítulo 41: O julgamento
Citações
tirania da opinião, e que opinião!, é tão burra nas cidadezinhas da França quanto nos Estados Unidos da América.
Livro I, capítulo 1: Uma cidadezinha, o narrador
Eis a grande palavra que decide tudo em Verrières: DAR LUCRO. Por si só representa o pensamento habitual de mais de três quartos dos habitantes.
Livro I, capítulo 2: Um prefeito, o narrador
Há cinquenta e seis anos que estou aqui; batizei quase todos os habitantes da cidade, que não passava de um vilarejo quando cheguei. Faço todos os dias o casamento de jovens cujos avós foram casados por mim. Verrières é minha família
Livro I, capítulo 3: Um cura, Abade Chélan
Que diferença em relação a mim, pensou Julien. Ontem mesmo meu pai me bateu. Como essa gente rica é feliz!
Livro I, capítulo 6: O tédio, Julien Sorel (em pensamento)
Por Deus, eu bem que achava melhor ser um Geronimo do que um Rênal.
Livro I, capítulo 23: Dissabores de um funcionário, Julien Sorel (consigo mesmo)
será necessário cometer outras tantas injustiças se quiser vencer, e ainda saber escondê-las sob belas palavras sentimentais
Livro II, capítulo 7: Uma crise de gota, Julien Sorel (em pensamento)