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Perguntas · O Vermelho e o Negro

Como termina O Vermelho e o Negro?

O romance termina com a execução de Julien Sorel em Besançon e com duas despedidas opostas: Mathilde de La Mole enterra com as próprias mãos a cabeça do amante numa gruta das montanhas do Jura, e a sra. de Rênal morre três dias depois, abraçada aos filhos.

Depois do tiro na igreja de Verrières, Julien confessa o crime ao juiz e espera a morte. No julgamento, em vez de se defender, acusa os jurados de querer punir nele os jovens pobres que ousam subir, e o júri o declara culpado de homicídio com premeditação. De início ele se recusa a apelar. A sra. de Rênal, que sobreviveu ao tiro no ombro, vai à prisão suplicar que apele; ele aceita assinar a apelação, os dois se perdoam, e Julien lhe diz: "Nunca terei sido tão feliz".

Nos últimos dias ele vive desse amor e faz a conta do que a ambição lhe tirou: diz a ela que poderia ter sido feliz nos passeios pelos bosques de Vergy, mas que a ambição levava sua alma para longe. Pede para descansar na pequena gruta da montanha que domina Verrières, onde a ambição lhe inflamava o peito. No dia da execução, sob um lindo sol, sente-se corajoso.

O fim põe lado a lado os dois amores do livro. Mathilde reencena a lenda de Boniface de La Mole e de Margarida de Navarra, com velas, padres e moedas lançadas ao povo; a sra. de Rênal cumpre a promessa de não atentar contra a própria vida e morre em silêncio. Um amor produz cerimônia, o outro produz consequência, e o narrador não diz qual vale mais.

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