A sra. de Rênal é a mulher do prefeito de Verrières, em cuja casa Julien Sorel entra como preceptor dos filhos: é o primeiro amor dele e, como ele próprio descobre na prisão, o verdadeiro.
Rica herdeira de uma tia devota, casada aos dezesseis anos, ela "nunca na vida sentira ou vira nada que se parecesse minimamente com o amor". O confessor, o padre Chélan, só lhe falara do amor como libertinagem. Por isso se apaixona sem perceber: quase perde a razão de felicidade quando Julien recusa casar com a criada Elisa e, de mãos dadas com ele sob a tília, "não pensava em nada, deixava-se viver".
A doença do filho Stanislas transforma o amor em remorso, e o escândalo que se segue a uma carta anônima afasta Julien de Verrières. Mais tarde, quando o marquês de La Mole pede informações sobre ele, ela copia uma carta redigida pelo jovem padre que a dirige e que acusa Julien de hipocrisia, o que desfaz o casamento dele. Julien atira nela na igreja; ela sobrevive, escreve a cada um dos trinta e seis jurados e vai à prisão suplicar que ele apele.
No romance, ela funciona como régua: é a personagem que não calcula, e tudo o que Julien faz ganha sentido diante dela. No último parágrafo do livro, ela cumpre a promessa feita a Julien de não atentar contra a própria vida, mas, três dias depois, morre abraçada aos filhos.