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Perguntas · O Vermelho e o Negro

O que acontece com Julien Sorel no seminário?

No seminário de Besançon, Julien Sorel descobre que ali o saber não vale nada e que a inteligência à mostra cria inimigos; é onde a hipocrisia dele deixa de ser impulso e vira método.

Ele chega por ordem do padre Chélan, que, depois que o caso com a sra. de Rênal corre Verrières, exige que ele parta em menos de três dias, para o seminário ou para a casa do amigo Fouqué. O diretor, o abade Pirard, examina-o e se espanta com o que ele sabe da Sagrada Escritura. Mas Julien logo percebe a regra do lugar: "Então a ciência não vale nada aqui?". Os primeiros lugares nos estudos só lhe dão inimigos, e o hábito de raciocinar, que o padre Chélan não o avisara ser um crime em quem não é considerado, vale-lhe o apelido de "MARTINHO LUTERO".

Ele trata os colegas como inimigos e estuda os gestos da devoção, num lugar onde até a maneira de comer um ovo quente mostra os progressos na vida devota. Pirard, severo mas honesto, o protege e o nomeia explicador do Novo e do Velho Testamento. A proteção tem preço: na briga entre Pirard, jansenista, e o vigário-geral Frilair, homem da congregação, Frilair escreve de próprio punho "o número 198" ao lado do nome de Julien no concurso, para mortificar o inimigo.

O seminário abre a porta de Paris, porque Pirard recomenda Julien ao marquês de La Mole, que tem um processo contra Frilair. E volta no fim: é o mesmo Frilair quem diz contar com seis dos doze jurados que julgam Julien.

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