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Símbolo

A igreja de Verrières

O que é

A igreja da cidade de Julien Sorel, onde o romance põe o presságio no começo e o crime no fim.

Onde aparece

No capítulo 5 do Livro I, a igreja nova, começada quando Julien tinha catorze anos, entra na decisão dele de ser padre, ao lado das sentenças do juiz de paz.

A construção da igreja e as sentenças do juiz de paz de súbito o esclareceram
Livro I, capítulo 5: Uma negociação

No mesmo capítulo, já a caminho da casa de Rênal, Julien encontra no genuflexório um papel de jornal sobre a execução de Louis Jenrel, anagrama do próprio nome.

Uma passagem breve, quase perdida no meio do capítulo, funciona como presságio: na igreja de Verrières (ver A igreja de Verrières), Julien encontra um papel de jornal esquecido no genuflexório, sobre a execução de um certo Louis Jenrel, anagrama do próprio nome de Julien Sorel. Detalhes da execução e dos últimos momentos de Louis Jenrel, executado em Besançon no dia…
Livro I, capítulo 5: Uma negociação
Julien reage com uma frase que soa a presságio: Pobre infeliz [...], seu nome acaba como o meu…
Livro I, capítulo 5: Uma negociação

Na saída, com as janelas cobertas de carmesim para uma festa, ele toma por sangue a água derramada perto da pia de água benta.

Ao sair, Julien acreditou ver sangue perto da pia de água benta; era a água que se derramara: o reflexo das cortinas vermelhas que cobriam as janelas fazia com que parecesse sangue.
Livro I, capítulo 5: Uma negociação

No capítulo 35 do Livro II, Julien compra pistolas, entra na igreja durante a missa e atira duas vezes em Madame de Rênal. As janelas estão de novo cobertas de cortinas carmesim.

Julien entrou na igreja nova de Verrières. Todas as janelas altas do edifício estavam veladas por cortinas carmesim.
Livro II, capítulo 35: Uma tormenta
Julien não a reconhecia mais tão bem; atirou uma vez e errou; atirou uma segunda vez, ela caiu.
Livro II, capítulo 35: Uma tormenta

a leitura da obra registra que Antoine Berthet, o caso real por trás do enredo, atirou na antiga amante dentro da igreja da aldeia, durante a missa, em 1827.

O que significa

A nota do capítulo 5 do Livro I diz que, com o papel de jornal, Stendhal plantou o fim no início, e que o leitor de primeira viagem ainda não sabe o que a coincidência anuncia.

A igreja amarra o começo ao fim por três fios que o livro põe na mesma nave: é a construção dela que ajuda Julien a escolher a batina (ver A farda e a batina), é nela que o vermelho das cortinas faz a água parecer sangue, e é nela, sob as mesmas cortinas, que o sangue deixa de ser ilusão.

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