Voltar à mesma palavra, à mesma frase ou à mesma construção, no começo de versos ou de frases seguidas (anáfora) ou ao longo do texto, para dar ritmo, ênfase ou insistência.
Em O Vermelho e o Negro
Ganhei uma batalha, disse a si mesmo tão logo se viu no bosque e longe do olhar dos homens. Ganhei uma batalha!
A frase volta idêntica no fim, "Ganhei uma batalha!", e a repetição marca o orgulho ainda ofegante do rapaz, que precisa dizer duas vezes para acreditar numa vitória conquistada "longe do olhar dos homens".
Livro I, capítulo 10: Um grande coração, Julien Sorel
No tempo do outro, aí sim! Um pedreiro se tornava oficial, se tornava general, a gente via isso acontecer.
Em "se tornava oficial, se tornava general" o verbo volta duas vezes, e a repetição faz a promoção parecer uma escada corriqueira de que o povo se lembra com saudade.
Livro I, capítulo 29: A primeira promoção, um pedreiro
Tenho a felicidade de amar!, pensou, um dia, com um arroubo de incrível alegria. Estou amando, estou amando, é claro!
Em "Estou amando, estou amando, é claro!" a mesma frase se repete como quem tenta convencer a si mesma, e a insistência dá ao amor de Mathilde o ar de conclusão a que ela precisa chegar.
Livro II, capítulo 11: O império de uma moça, Mathilde de La Mole (em pensamento)